s
Os executivos estão perdendo oportunidades de usar a IA nos blocos de construção da estratégia que poderiam melhorar significativamente os resultados
INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

IA e a construção da estratégia

A IA estratégica é uma ferramenta que pode simplificar a vida dos executivos. Um meio de acelerar o impacto, lidar com disrupções e desbloquear novas oportunidades de mercado. Mas ela deve servir ao negócio e não o contrário.

“A IA foi adotada por muitas funções de negócios, mas a estratégia parece ser amplamente imune a seus encantos. Por quê?” Esta foi a primeira pergunta feita a Yuval Atsmon, ao assumir a liderança do novo McKinsey Center for Strategy Innovation, que estuda maneiras pelas quais novas tecnologias podem aumentar os princípios atemporais da estratégia. E não por acaso. Muitas organizações estão confundindo a criação de uma estratégia de IA com o uso da IA para servir à estratégia, quando o que elas precisam é serem estratégicas em relação à IA e não ter uma estratégia de IA.

Parece confuso? Então pense apenas que “o negócio leva, a IA segue”. Antes de tudo, deve vir a estratégia de negócio, como uma espécie de “Estrela do Norte”. Depois, a avaliação de onde a IA pode desempenhar um papel significativo ao lado de outras soluções de análise orientadas por dados e, potencialmente, até de abordagens complementares não técnicas.

A IA pode ser um catalisador para um novo pensamento — um meio de acelerar o impacto, lidar com disrupções e desbloquear novas oportunidades de mercado, incluindo aquelas possibilitadas pela economia de plataforma. Mas nem sempre pode alterar os fundamentos de negócios sobre os quais as organizações operam.

“Quando os executivos pensam em automação de estratégia, muitos estão olhando muito à frente, em recursos de IA que decidiriam — no lugar do líder de negócios — qual é a estratégia certa. Eles estão perdendo oportunidades de usar a IA nos blocos de construção da estratégia que poderiam melhorar significativamente os resultados”, diz Atsmon, que recorre à analogia com os assistentes inteligentes para explicar melhor. “Usamos Alexa ou Siri, mas poucas pessoas para fazer mais do que ditar uma mensagem de texto ou desligar as luzes. Não nos sentimos confortáveis com a capacidade da tecnologia de entender o contexto em aplicativos mais sofisticados. A IA na estratégia é semelhante: é difícil para a IA saber tudo o que um executivo sabe, mas pode ajudá-los em determinadas tarefas.”

Este é um conteúdo exclusivo para assinantes.

Cadastre-se grátis para ler agora
e acesse 5 conteúdos por mês.

É assinante ou já tem senha? Faça login. Já recebe a newsletter? Ative seu acesso.

Cibersegurança virou tema de conselho, mas os boards ainda estão atrasados

Segurança

Cibersegurança virou tema de conselho, mas os boards ainda estão atr...

A cibersegurança deixou de ser apenas uma questão técnica. Entenda como conselhos de administração precisam evoluir para governar riscos digitais na era da IA

Sam Altman quer regular a IA. A pergunta é: podemos confiar nele?

Inteligência Artificial

Sam Altman quer regular a IA. A pergunta é: podemos confiar nele?

A empresa posicionada para capturar os maiores lucros da IA propõe como ela deve ser tributada, regulada e distribuída — e pede ao governo que faça o que ela própria não se compromete a fazer.

Limites cognitivos e a vida emocional oculta dos LLMs

Inteligência Artificial

Limites cognitivos e a vida emocional oculta dos LLMs

Pesquisa de interpretabilidade da Anthropic identifica 171 representações internas de emoção no Claude Sonnet 4.5. Elas são causais e o modelo já desenvolveu mecanismos para ocultá-las.

A órbita como infraestrutura

Inteligência Artificial

A órbita como infraestrutura

SpaceX, Google e Nvidia convergem para a mesma aposta: computação de IA no espaço. Os dados técnicos mostram onde estão os gargalos — e onde está o dinheiro.

O novo ciclo das startups latino-americanas: menos capital, mais disciplina

Inovação

O novo ciclo das startups latino-americanas: menos capital, mais disci...

Depois do boom de investimentos da década passada, o mercado entra em um momento mais seletivo. Fundos priorizam eficiência, governança e modelos sustentáveis de crescimento

IA no trabalho: o que muda quando metade dos empregos é redesenhada

Tendências

IA no trabalho: o que muda quando metade dos empregos é redesenhada

Relatórios do BCG, MIT e Brookings mostram que a IA não deve eliminar empregos em massa e sim transformar profundamente como trabalhamos e evoluímos na carreira