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Treinamento desigual em IA gera gaps de produtividade e reforça desigualdades no ambiente corporativo. Mulheres e profissionais iniciantes são os mais prejudicados (Crédito: Freepik)
INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

IA no trabalho: alta expectativa, baixa confiança — e acesso desigual

Trabalhadores esperam que a IA traga eficiência, mas não confiam em seu julgamento. E o acesso desigual à tecnologia e ao treinamento amplia a exclusão

Os trabalhadores depositam altas expectativas na Inteligência Artificial (IA), mas também expressam preocupações sobre sua confiabilidade e uso ético. Um estudo do Stanford Institute for Human-Centered AI (HAI) ouviu centenas de profissionais sobre quais tarefas esperam que a IA desempenhe bem no trabalho:

  • 84% acreditam que a IA pode ajudar a encontrar informações rapidamente.
  • 77% esperam que a IA auxilie na elaboração de rascunhos de texto.
  • 65% veem valor no apoio à escrita de e-mails e respostas automáticas.
  • 62% acreditam que a IA será útil para sugerir ideias em brainstorms.
  • Mais da metade (55%) confia na IA para organizar tarefas e agendas.

No entanto, quando se trata de tarefas que exigem julgamento mais sutil ou interpessoal, as expectativas são mais baixas:

  • Apenas 27% acreditam que a IA pode ajudar a tomar decisões difíceis, e
  • Apenas 13% acham que ela pode resolver conflitos interpessoais no trabalho.

Além disso, 69% dos participantes expressaram preocupação com a confiança nas saídas da IA, e 45% temem que o uso não autorizado da tecnologia crie riscos para a reputação ou segurança da empresa.

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