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Lideranças executivas que ainda encaram IA como “transformação digital 2.0” estão olhando para o retrovisor (Crédito: Freepik)
INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

Entre ambição e execução, o gap da IA corporativa

Cisco mede a prontidão, IBM mede a transformação — juntas, expõem o ponto cego da maturidade em IA. Charlene Li mostra o caminho para atingi-la.

Dois relatórios recém-lançados revelam o tamanho do abismo entre ambição e execução na adoção de IA. O "Cisco AI Readiness Index 2025" mede a prontidão — o quanto as fundações de dados, rede e segurança estão preparadas. O "Agentic AI's Strategic Ascent", da IBM, por sua vez, mede a transformação — a capacidade de repensar operações, papéis e governança para capturar valor real. Juntos, compõem a régua completa da maturidade corporativa em IA.

O da Cisco olha o chão — a infraestrutura que sustenta a IA. O da IBM, o teto — a operação que precisa mudar para que a IA gere valor. Entre um e outro, está o ponto cego da maioria das empresas.

A Cisco mostra que apenas 13% das organizações globais estão realmente preparadas para IA — as chamadas Pacesetters. Elas têm dados integrados, segurança incorporada e redes projetadas para escalar workloads de IA. Essas empresas são 4 vezes mais propensas a mover pilotos para produção e 1,5 vez mais propensas a gerar valor mensurável. O restante do mercado acumula um novo tipo de passivo: a dívida de infraestrutura de IA — a soma de atrasos em GPU, arquitetura e centralização de dados que, em breve, se traduzirá em custo de oportunidade.

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