s
Crédito: Shutterstock
INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

Devemos criar um ‘Juramento de Hipócrates’ para a IA

A ideia da NeuroRights Initiative é a ter um Juramento Tecnocrático que incorpore os sete princípios amplamente utilizados nas diretrizes éticas da Inteligência Artificial

Por Cristina De Luca 16/06/2021

O Facebook e a IBM colaboram em um projeto que pede que empresários, pesquisadores, cientistas da computação e outros profissionais que trabalham com neurotecnologia e inteligência artificial se comprometam com princípios éticos, da mesma forma que os médicos devem se comprometer e seguir o Juramento Hipocrático.

A Neurorights Initiative, da Columbia University,  se propõe a proteger os Direitos Humanos e promover a inovação ética nos campos da neurotecnologia e da IA. Para isso propõe  a  criação do  "Juramento Tecnocrático", incluindo os sete princípios amplamente utilizados nas diretrizes éticas de IA.

  1. Não maleficência, ou seja, nenhuma intenção de causar danos com a tecnologia aplicada.
  2. Beneficência, intenção de contribuir para o bem comum com o trabalho realizado.
  3. Autonomia, que estabelece que nada pode ser feito sem o consentimento de quem está envolvido em qualquer situação que envolva IA e neurotecnologia.
  4. Justiça. Busca garantir que a aplicação da neurotecnologia gere resultados justos e imparciais, evitando, por exemplo, vieses algorítmicos.
  5. Dignidade. Em outras palavras, todas as pessoas devem ser tratadas com respeito e garantir sua integridade.
  6. Privacidade, que defende a eliminação de todas as informações confidenciais e identificáveis dos dados coletados pela tecnologia.
  7. Transparência, cujo objetivo é garantir que os algoritmos usados sejam tão transparentes e corrigíveis quanto possível.

Inicialmente, a ideia é que o "Juramento Tecnocrático" comece como algo voluntário, de modo a conduzir a práticas responsáveis ​​nas áreas onde é implementado.

Este é um conteúdo exclusivo para assinantes.

Cadastre-se grátis para ler agora
e acesse 5 conteúdos por mês.

É assinante ou já tem senha? Faça login. Já recebe a newsletter? Ative seu acesso.

Integridade, a capacidade que falta para a IA

Inteligência Artificial

Integridade, a capacidade que falta para a IA

Por razões técnicas e estratégicas, a AI Integrity emerge como o próximo campo crítico da segurança corporativa

A IA não vai vender software. Vai vender trabalho. E isso muda tudo

Inteligência Artificial

A IA não vai vender software. Vai vender trabalho. E isso muda tudo

Sequoia aposta em empresas que entregam resultados, não ferramentas. Mas há um problema, segundo os críticos: quando a IA substitui o trabalho, o valor desse trabalho pode desaparecer.

IA por voz escala rápido, mas onde está o valor?

Inteligência Artificial

IA por voz escala rápido, mas onde está o valor?

Avanços técnicos e crescimento acelerado ocultam um deslocamento mais profundo: a disputa deixa a infraestrutura e migra para a execução e o design da interação.

As apostas da ServiceNow na era dos agentes de IA

Inteligência Artificial

As apostas da ServiceNow na era dos agentes de IA

Em entrevista, Federico Grosso, vice-presidente da ServiceNow para a América Latina, fala sobre os planos da companhia para a região e explica porque a governança é prioritária para cuidar de uma força de trabalho de agentes autônomo...

Startups rápidas, times menores: o impacto da IA no Product-Market Fit

Inteligência Artificial

Startups rápidas, times menores: o impacto da IA no Product-Market Fi...

Ferramentas de inteligência artificial estão mudando a forma como startups testam hipóteses, constroem produtos e chegam ao mercado

A IA já funciona. O problema agora são as empresas

Inteligência Artificial

A IA já funciona. O problema agora são as empresas

Apenas uma pequena parcela das organizações conseguiu redesenhar trabalho, liderança e gestão de talentos para capturar o potencial real da Inteligência Artificial