Quando a IA reduz tempo, elimina processos e acelera etapas de criação de valor, o que arriscamos perder no caminho? Ativos humanos preciosos como curiosidade, intuição e caráter, garante Sam Jordan, head de Tecnologia e Computação do Future Today Strategy Group (FTSG). A “outra futurista” do FTSG, subiu ao palco da SXSW 2026 para propor às empresas que criem “auditorias de fricção”, capazes de identificar as competências humanas que estão sendo perdidas e recuperá-las.
Para chegar a essa proposta, Sam parte de uma analogia histórica. Nos anos 1960, a proliferação da televisão não foi apenas uma mudança de meio: foi uma fratura nos circuitos invisíveis pelos quais as sociedades constroem confiança, identidade e conhecimento. Ninguém planejou essas rupturas. Elas foram consequências não intencionais de tecnologias que simplesmente evoluíram. O caos daquela década era o sintoma visível de uma reconfiguração estrutural que acontecia por baixo.
No século 21, argumenta, três “pipelines” importantes estão sendo reconfigurados pela tecnologia:
A solução, diz ela, não é desacelerar ou abandonar a tecnologia. É mapear o que cada pipeline entregava de graça – intuição, curiosidade, caráter – e reintroduzir esses elementos deliberadamente na cultura corporativa. Em um cenário desse tipo, uma CEO criaria laboratórios de fricção com cenários ambíguos, designaria seniores cuja função é discordar e formaria líderes experientes a partir do desconforto.
Sam Jordan sabe que pipelines antigos não foram projetados para produzir intuição, curiosidade ou caráter. Essas competências nasciam como “acidentes felizes de processos lentos e caros”. A auditoria de fricção para um mundo veloz é o jeito de parar de tratá-los como garantidos – e começar a produzi-los de propósito.
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