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STARTUPS

2021 já tem quase tantos unicórnios quanto 2020 e 2019 juntos

Com as 219 empresas incorporadas à lista da CB Insigths nesse primeiro semestre, o mundo passa a contar agora com 728 startups avaliadas em US$1 bilhão ou mais; 12 delas brasileiras

Por Cristina De Luca 29/06/2021

O mundo ganhou já 219 novos unicórnios só este ano. Quase a soma da quantidade de startups que em 2020 (121) e 2019 (120) passaram a valer US$1 bilhão ou mais. Com isso, o mundo passa a ter 728 unicórnios, nas contas da CB Insights, e o Brasil, 12, sendo 4 fintechs: Nubank (a sétima melhor avaliada no ranking global), Creditas, C6 Bank e EBANX.

Juntas, essas 728 startups de tecnologia valem mais de US$ 2 trilhões e levantaram um total de mais de US$ 485 bilhões em investimento.  E só as 12 brasileiras valem coletivamente US$ 50 bilhões.

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Os EUA aumentaram sua liderança em participação de unicórnios em 1 ponto percentual, agora respondendo por 51% de todas as startups de unicórnios. A China segue na segunda colocação, com 20%. Perdeu 3 pontos percentuais no mesmo período. Já aÍndia ocupa o terceiro lugar com 5%, ultrapassando o Reino Unido, agora com  4%.

Espalhada pelo mundo, a Sequia Capital responde pelo maior número de aportes até hoje: 37 no total. Mas nesse início de 2021 a Accel tem sido tão ativa quanto: 8 aportes cada.

Os dados são de 23 de junho de 2021. E se o segundo semestre continuar tão aquecido quanto o primeiro, seguramente o mundo superará a marca de mil unicórnios antes do fim do ano.

Categorias

O ranking está dividido em 15 categorias,  com fintech sendo a melhor representada (126 dos 728 unicórnios), seguida por software e serviços de internet (113), e-commerce e direto ao consumidor (84) e inteligência artificial (59).  categoria outros inclui ainda startups de energia renovável, tecnologia espacial, martechs, etc.

Só nesse primeiro semestre de 2021, 56 fintechs, 47 empresas de software e serviços de internet, 21 healthtechs e 17 empresas de e-commerce e direct-to-consumer se tornaram unicórnios, superando categorias como inteligência artificial e cibersegurança, que vinham brilhando nos anos anteriores.

A empresa privada mais valiosa do mundo é a ByteDance , com sede na  China, na categoria de inteligência artificial. A empresa, que opera  plataformas de conteúdo como TikTok e Toutiao, atingiu uma avaliação de US$ 140 bilhões após um investimento da Tiger Global Management em março de 2020.

A ByteDance é também a única empresa privada considerada um “hectocorn” (com valor acima de US $ 100 bilhões), embora a Stripe esteja se aproximando deste status, avaliada em US $ 95 bilhões.

Completando as 5 empresas privadas mais valiosas estão a processadora de pagamentos Stripe  (avaliada em US  $ 95 bilhões), o fabricante aeroespacial  SpaceX (US $ 74 bilhões), a empresa  Didi Chuxing (US $ 62 bilhões) e a plataforma de pagamentos online sueca Klarna, que alcançou uma avaliação de $ 45,6 bilhões em junho de 2021 após uma injeção de capital da SoftBank, WestCap Group e outros.

A Stripe é a fintech mais valiosa, aavaliada em US $ 95 bilhões em março de 2021. E a Canva é o destaque da caategoria software e serviços de internet, com avaliação de US $ 15 bilhões em abril de 2021.

Trinta e duas empresas privadas (4% do total de unicórnios) são consideradas “decacornas”, avaliadas em US $ 10 bilhões ou mais. Enquanto isso, 25% das empresas incluídas no clube global de unicórnios estão avaliadas em exatamente US $ 1 bilhão,  com 125 delas ingressando no ranking este ano.

Cibersegurança é aposta para o segundo semestre

Há uma aposta entre os VCs de que mais startups de cibersegurança se transformem em startups no segundo semestre deste ano, já que uma nova geração delas está se expandindo para atender empresas na era do trabalho remoto, à medida que uma nova onda de ataques sofisticados espalha os temores de segurança. Ataques de ransomware direcionados à Colonial Pipeline e ao produtor de carne bovina JBS mostraram como hackers sofisticados podem derrubar grandes corporações.

O capital de risco está fluindo para as empresas de segurança cibernética em um ritmo tórrido. Em menos de seis meses no ano, as startups de cibersegurança levantaram US $ 9,9 bilhões globalmente, 96% do total arrecadado em 2020, de acordo com dados do PitchBook. Enquanto isso, a avaliação média das empresas que captam recursos mais que dobrou, para US $ 475 milhões.

A startup de segurança criptográfica baseada em Paris, Ledger, levantou $ 380 milhões em uma Série C liderada pela 10T Holdings dias atrás e tornou-se o mais recente em um movimento crescente que já fez de 2021 o ano recorde para unicórnios.

E está aí uma boa combinação, já que as tartups europeias também vêm se destacando. No total, 23 empresas na Europa e em Israel se tornaram unicórnios até agora este ano, superando facilmente o total de oito em 2020, de acordo com dados do PitchBook. Apesar dos efeitos contínuos da pandemia, uma quantidade recorde de capital de capital de risco continuou a fluir para startups europeias, com US $ 39,3 bilhões investidos até agora. No ranking da CB Insights, 90 unicórnios são europeus, dos quais 30 ingressaram no ranking este ano.

A crescente participação de investidores sediados nos Estados Unidos tem sido um fator para o aumento do investimento. Quase metade dos 10 maiores patrocinadores de unicórnios europeus em termos de contagem de negócios está baseada lá, incluindo Accel e Insight Partners. As empresas americanas têm buscado ativamente as startups de tecnologia da Europa, que tendem a ter avaliações mais baixas do que suas contrapartes americanas, oferecendo mais oportunidades para taxas de crescimento mais altas, explica o PitchBook.

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