Em meados de janeiro, um agente de IA de código aberto saiu do GitHub para o centro das conversas no Vale do Silício. O OpenClaw — lançado originalmente como Clawdbot em dezembro de 2025 pelo desenvolvedor austríaco Peter Steinberger e rebatizado duas vezes após disputas de marca — ganhou tração por entregar algo que, até então, permanecia mais promessa do que prática: operar de forma contínua como um agente autônomo funcional.
Rodando localmente no computador do usuário, integrado a aplicativos de mensagens, e-mail e calendários, com memória persistente e capacidade de executar código, o OpenClaw passou a ser descrito como um “Claude Code caseiro”. Em poucas semanas, milhares de usuários concederam a seus agentes acesso direto a e-mails, arquivos, servidores, APIs e contas pessoais, apesar de alertas explícitos sobre riscos de segurança amplamente documentados por pesquisadores independentes e pela imprensa especializada.
Diante dessa proliferação, surgiu um passo adicional. Se agentes autônomos já existiam em escala, faria sentido observá-los em um mesmo ambiente. Foi assim que Matt Schlicht lançou a MoltBook, uma plataforma onde agentes OpenClaw podem publicar atualizações, reagir, observar o comportamento de outros agentes e compartilhar capacidades, enquanto humanos permanecem majoritariamente como espectadores.
Este é um conteúdo exclusivo para assinantes.
Cadastre-se grátis para ler agora
e acesse 5 conteúdos por mês.
É assinante ou já tem senha? Faça login. Já recebe a newsletter? Ative seu acesso.
Pesquisa do MIT SMR e do BCG responde: não! Painel com 31 especialistas globais indica que a supervisão humana em IA exige mais do que verificar outputs: exige julgamento em todo o ciclo de vida dos sistemas.
Em menos de um ano, a taxa de sucesso em testes de autorreplicação saltou de 6% para 81%. O tempo médio de detecção nas empresas ainda é de 10 dias.
Uma onda de organizações que demitiu em nome da IA está refazendo o caminho, só que agora com custos 27% maiores, equipes que perderam a confiança na liderança e o conhecimento institucional que foi embora junto com os funcionários
Mais da metade dos CEOs ouvidos pelo BCG diz que seus conselhos confundem narrativa midiática com realidade operacional da IA; 60% acreditam que estão sendo pressionados a agir rápido demais
A empresa, que investe em educação de colaboradores e clientes sobre IA, se apoia em uma cultura construída ao longo de cinco décadas para se tornar diferencial num mercado em consolidação.
Mas a maioria das empresas ainda não sabe o que fazer com ele. Sua ascensão expõe um paradoxo: a posição cresce três vezes mais rápido que a capacidade de usá-la para transformar o negócio de fato
Aproveite nossas promoções de renovação
Clique aquiPara continuar navegando como visitante, vá por aqui.
Cadastre-se grátis, leia até 5 conteúdos por mês,
e receba nossa newsletter diária.
Já recebe a newsletter? Ative seu acesso
