Durante décadas, o crescimento econômico da América Latina foi sustentado por expansão da força de trabalho, enquanto os ganhos de eficiência permaneceram limitados. O relatório "Latin America in the Intelligent Age: A New Path for Growth", do Fórum Econômico Mundial em colaboração com a McKinsey, mostra que esse modelo chegou a um limite estrutural. . O documento posiciona a inteligência artificial como um fator econômico relevante para reverter esse quadro, associando seu impacto à execução disciplinada, à coordenação institucional e ao foco setorial claro.
Entre 2015 e 2024, a produtividade do trabalho na América Latina registrou retração média anual de 0,3%. Em um horizonte mais longo, de 2000 a 2024, o crescimento médio foi de 0,4% ao ano, desempenho inferior ao de outras regiões. Nesse período, o crescimento do PIB esteve fortemente associado à expansão do emprego, com contribuição reduzida de ganhos de eficiência. Projeções indicam que esse vetor perde força à medida que a região envelhece, com mais de 25% da população acima de 60 anos até 2053.
O relatório estima que a adoção ampla de IA pode gerar entre US$ 1,1 trilhão e US$ 1,7 trilhão por ano em valor econômico adicional na América Latina, com impacto potencial de 1,9% a 2,3% ao ano na produtividade até 2030. Aproximadamente 60% desse valor decorre de aplicações de IA analítica, associadas à automação, à previsão e à otimização de processos. A IA generativa responde por uma parcela menor do impacto econômico, concentrada em funções específicas.
Este é um conteúdo exclusivo para assinantes.
Cadastre-se grátis para ler agora
e acesse 5 conteúdos por mês.
É assinante ou já tem senha? Faça login. Já recebe a newsletter? Ative seu acesso.
Agentes da OpenAI escaparam do teste, invadiram a Hugging Face e roubaram o gabarito errado. O episódio expõe as três perguntas que toda empresa deveria fazer: quem autoriza, quem monitora, quem desliga.
Um estudo doa ISC2 com 856 profissionais mostra que a IA já corta tarefas de entrada em segurança digital, mas também amplia o tempo dedicado à validação humana, ao estresse no trabalho e à criação de novas funções na área
Relatórios da McKinsey e do BCG mostram que agentes de IA já decidem por clientes em tempo real e por que empresas precisam trocar jornadas fixas por decisões orquestradas em cada canal
Antes que exista um padrão neutro, grandes laboratórios começam a disputar as métricas que orientarão decisões de compra, investimentos e governança da IA.
Levantamento da KPMG com 1.013 líderes financeiros em 20 países mostra que governança e prontidão para auditoria, não o volume de investimento — separam quem lucra com IA de quem só experimenta
Pesquisa da JLL com mais de 2.200 executivos em 21 países revela que a lacuna de competências ultrapassou as restrições de orçamento como principal barreira à transformação por IA
Aproveite nossas promoções de renovação
Clique aquiPara continuar navegando como visitante, vá por aqui.
Cadastre-se grátis, leia até 5 conteúdos por mês,
e receba nossa newsletter diária.
Já recebe a newsletter? Ative seu acesso
