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Niklas Guske, cofundador e COO da fintech Taktile (Foto: Divulgação/Edição The Shift)
ENTREVISTA

Tecnologia precisa ser tangível e gerar resultados

Em entrevista, Niklas Guske, cofundador e COO da fintech alemã Taktile, fala sobre automação de decisões financeiras com Inteligência Artificial. A empresa prepara-se para abrir escritório no Brasil para atender a AL

Por Silvia Bassi 05/09/2025

A fintech alemã Taktile nasceu a partir de duas dores do mercado financeiro: infraestrutura antiga, complexa, e lentidão no processo de decisão. Do outro lado do balcão, o cliente, em busca de crédito ou apoio para seus negócios, sofre com a espera. Por sua vez, as empresas financeiras perdem a oportunidade de criar produtos de crédito mais baratos e mais rápidos para ampliar seu alcance e atuação.

Quando criamos a Taktile, em 2020, tínhamos a ideia de tornar a IA mais explicável, mais tangível, mais tátil, para que você pudesse pegá-la e fazer coisas boas com ela. Daí o nome da empresa, derivado do inglês, ‘tactile’. Mantivemos a letra K para homenagear a Alemanha, já que somos de lá”, conta Niklas Guske, COO da Taktile, que esteve em São Paulo esta semana, na companhia do CEO e cofundador, Maik Taro Wehmeyer, fazendo reuniões com empresas locais do mercado financeiro e bancário. O objetivo: mapear novos clientes (já têm vários no Brasil, entre eles o Nubank) e preparar o terreno para abrir um escritório local que sirva de hub para a América Latina.

A Taktile é especializada em automação de decisões financeiras com Inteligência Artificial. Sua plataforma no-code permite a bancos e fintechs criarem, testarem e otimizarem fluxos de decisão automatizados, como aprovação de crédito, underwriting (avaliação), KYC (know your client) e prevenção a fraudes, com dados em tempo real e IA. “Pense em nossa plataforma como um grande mural técnico no qual você junta blocos – scorecards, árvores de decisão etc – e os coloca para funcionar juntos e automatizar processos”, explica Niklas.

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Por Victória de Sá, especial para The Shift *