s
Neo, o robô humanoide da 1X, que está sendo testado em residências (Crédito: Divulgação)
INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

Robôs humanoides podem rivalizar com trabalho humano até 2030

Com IA Generativa, custo em queda e mobilidade avançada, humanoides devem ganhar força na indústria e nas residências, de acordo com estudo

A corrida pela liderança no mercado de robôs humanoides para uso corporativo e doméstico ganhou novos contornos com a aquisição da startup francesa Pollen Robotics pela Hugging Face por um valor não divulgado. A empresa teria planos de vender unidades do robô Reachy 2 e deixar que os desenvolvedores fazerem o download e sugerirem melhorias para seu código. A Hugging Face está avaliada em torno de US$ 4,5 bilhões e ainda que o negócio não tenha os moldes de mega deals, diz muito sobre o interesse e o buzz em torno dos robôs humanoides. O robô Reachy 2, que custa cerca de US$ 70 mil, já é usado para pesquisa e educação em instituições como as universidades Cornell e Carnegie Mellon, nos Estados Unidos.

Até 2030, os robôs humanoides serão capazes de realizar uma série de tarefas físicas a um custo que poderia rivalizar ou superar o trabalho humano. Em setores como manufatura, saúde, construção e serviços, a adoção desses robôs pode acontecer ainda mais rapidamente, considerando o avanço da tecnologia envolvida em sua criação, aponta um novo relatório da Bain & Company.

Segundo a consultoria, quatro forças convergentes estão acelerando o desenvolvimento desses robôs:

  • Mobilidade e destreza: robôs bípedes já conseguem caminhar, pular, equilibrar-se e atravessar terrenos complexos, aproximando-se do desempenho humano.
  • Treinamento facilitado: graças à IA Generativa e à linguagem natural, treinar um robô é cada vez mais parecido com treinar uma pessoa.
  • Queda de custo: entre 2022 e 2024, o custo unitário dos robôs humanoides caiu pelo menos 40%. A Unitree lançou um robô por US$ 16 mil, comparável ao salário anual mínimo dos EUA.
  • IA Multimodal: robôs agora processam dados de vídeo, áudio e sensores para tomar decisões mais autônomas em ambientes dinâmicos.

Este é um conteúdo exclusivo para assinantes.

Cadastre-se grátis para ler agora
e acesse 5 conteúdos por mês.

É assinante ou já tem senha? Faça login. Já recebe a newsletter? Ative seu acesso.

Por que equipes maiores extraem mais valor da Inteligência Artificial

Inteligência Artificial

Por que equipes maiores extraem mais valor da Inteligência Artificial

Pesquisas recentes sugerem que a tecnologia pode reduzir os custos de coordenação dentro das organizações — permitindo que equipes maiores, diversas e conectadas trabalhem com mais eficiência.

A IA chegou às empresas. A transformação do trabalho ainda não

Tendências

A IA chegou às empresas. A transformação do trabalho ainda não

Com adoção já disseminada, o desafio agora é redesenhar processos, liderança e cultura para integrar humanos e máquinas

Colapso do Conhecimento: quando a empresa terceiriza o “porquê”

Inteligência Artificial

Colapso do Conhecimento: quando a empresa terceiriza o “porquê”

O paradoxo da IA nas empresas: decisões mais rápidas, aprendizado mais lento.

MWC 2026: como a IA está redefinindo a telefonia móvel e um mercado de US$ 11 trilhões

Inteligência Artificial

MWC 2026: como a IA está redefinindo a telefonia móvel e um mercado...

Redes autônomas, nuvens de IA e novos modelos de receita movimentam o setor que já responde por 6,4% do PIB global.

Segurança em nuvem em 2026: o que realmente define sucesso?

Tendências

Segurança em nuvem em 2026: o que realmente define sucesso?

O sucesso deixou de ser “quantas ferramentas temos” e passou a ser “quais resultados entregamos”

Do caixa ao fluxo: por que 2026 marca o fim do organograma como resposta

Diversidade

Do caixa ao fluxo: por que 2026 marca o fim do organograma como respos...

Estudo da McKinsey mostra que a transformação é estrutural: vantagem competitiva virá do redesenho de fluxos, papéis e governança em um mundo de IA e choque geopolítico.