Não, o GPT-4o não é gratuito. Seu custo? Os dados dos usuários, com ou sem direitos autorais. O alerta veio de pesquisadores chineses, mas profissionais de privacidade americanos também já haviam expressado preocupação. Atraídos pela promessa de gratuidade do novo produto da OpenAI, usuários estão entregando para a empresa grandes quantidades de dados multimodais que não são de sua propriedade. Pior: os detentores de direitos autorais têm pouco — ou quase nada — a fazer a respeito.
“Como um buraco negro, o GPT-4o aumenta sua massa de treinamento sugando todo e qualquer material, acumulando todas as informações que os usuários inserem, seja na forma de texto, arquivos de áudio ou imagens”, escrevem Angela Huyue Zhang, diretora do Philip K.H. Wong Center for Chinese Law na Universidade de Hong Kong, e S. Alex Yang professor de Ciências da Administração na London Business School.
O GPT-4o absorve não apenas as informações dos próprios usuários, mas também dados de terceiros apresentados durante as interações. Complica quando esses dados são dados pessoais, como voz e imagem, capturados durante o crowdsourcing de enormes quantidades de dados multimodais. O que já vem acontecendo. Tanto que, em sua política de privacidade, a OpenAI reconhece que as informações utilizadas para treinar o ChatGPT incluem dados pessoais, afirma Oliver Willis, sócio da BDB Pitmans.
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